{"id":7471,"date":"2023-10-13T08:44:04","date_gmt":"2023-10-13T11:44:04","guid":{"rendered":"https:\/\/centrobrasileirointegrado.com.br\/mg\/?p=7471"},"modified":"2024-02-20T12:35:01","modified_gmt":"2024-02-20T15:35:01","slug":"pessoas-com-deficiencia-tem-menor-acesso-a-educacao-ao-trabalho-e-a-renda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/centrobrasileirointegrado.com.br\/mg\/pessoas-com-deficiencia-tem-menor-acesso-a-educacao-ao-trabalho-e-a-renda\/","title":{"rendered":"Pessoas com defici\u00eancia t\u00eam menor acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao trabalho e \u00e0 renda"},"content":{"rendered":"\n<p>A popula\u00e7\u00e3o com defici\u00eancia no Brasil foi estimada em 18,6 milh\u00f5es de pessoas de 2 anos ou mais, o que corresponde a 8,9% da popula\u00e7\u00e3o dessa faixa et\u00e1ria. Os dados s\u00e3o do m\u00f3dulo Pessoas com defici\u00eancia, da Pnad Cont\u00ednua 2022. O tema j\u00e1 foi investigado em outras pesquisas do IBGE, sendo as mais recentes o Censo Demogr\u00e1fico 2010 e a Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) 2013 e 2019. Os dados, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o compar\u00e1veis entre as pesquisas, pois h\u00e1 diferen\u00e7as metodol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs question\u00e1rios v\u00eam acompanhando a evolu\u00e7\u00e3o e a adapta\u00e7\u00e3o de modelos para o entendimento da defici\u00eancia, seguindo as recomenda\u00e7\u00f5es internacionais do Grupo de Washington para Estat\u00edsticas sobre as Pessoas com Defici\u00eancia, a Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Sa\u00fade, e em conson\u00e2ncia com a Conven\u00e7\u00e3o de Direitos da Pessoa com Defici\u00eancia e a Lei Brasileira de Inclus\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia\u201d, explica a analista da pesquisa Ma\u00edra Bonna Lenzi.<\/p>\n\n\n\n<p>O question\u00e1rio busca levantar as dificuldades na realiza\u00e7\u00e3o dos mais diversos tipos de atividades funcionais. S\u00e3o quatro categorias de resposta que v\u00e3o de \u2018N\u00e3o tem dificuldade\u2019 a \u2018Tem, n\u00e3o consegue de modo algum\u2019. A identifica\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia \u00e9 estabelecida por aquelas que responderam ter muita dificuldade ou n\u00e3o conseguir de modo algum.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso permite que tenhamos um indicador que melhor represente aqueles que de fato v\u00e3o enfrentar barreiras. Incluir esse tema na Pnad Cont\u00ednua significa termos informa\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o e mercado de trabalho para essas pessoas e, com isso, poder planejar pol\u00edticas que promovam qualidade de vida, maior participa\u00e7\u00e3o na sociedade e equaliza\u00e7\u00e3o de oportunidades entre pessoas com defici\u00eancia e os demais\u201d, ressalta a analista. Ela esclarece ainda que os dados sobre pessoas com defici\u00eancia foram coletados no 3\u00ba trimestre de 2022. Todas as informa\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o e mercado de trabalho no estudo tamb\u00e9m se referem a esse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dificuldade para andar ou subir degraus (3,4%) foi a mais frequente na popula\u00e7\u00e3o brasileira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s dificuldades investigadas, a mais declarada foi para andar ou subir degraus (3,4%), seguida por enxergar, mesmo usando \u00f3culos ou lentes de contato (3,1%); para aprender, lembrar-se das coisas ou se concentrar (2,6%); levantar uma garrafa com dois litros de \u00e1gua da cintura at\u00e9 a altura dos olhos (2,3%); para pegar objetos pequenos ou abrir e fechar recipientes (1,4%); para ouvir, mesmo usando aparelhos auditivos (1,2%); para realizar cuidados pessoais (1,2%); de se comunicar, para compreender e ser compreendido (1,1%). Al\u00e9m disso, 5,5% das pessoas tinham defici\u00eancia em apenas uma das suas fun\u00e7\u00f5es e 3,4% em duas ou mais fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O perfil das pessoas com defici\u00eancia se mostrou mais feminino (10,0%) do que masculino (7,7%) e ligeiramente maior nas pessoas da cor preta (9,5%), contra 8,9% entre pardos e 8,7% entre brancos. O Nordeste, com 5,8 milh\u00f5es de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o, foi a regi\u00e3o de maior percentual (10,3%), com o Sul (8,8%), Centro-Oeste (8,6%), Norte (8,4%) e Sudeste (8,2%) a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostrou que o percentual de pessoas com defici\u00eancia cresce com a idade. Em 2022, 47,2% das pessoas com defici\u00eancia tinham 60 anos ou mais. Entre as pessoas sem defici\u00eancia, o grupo et\u00e1rio representou 12,5%. Esse padr\u00e3o se repete em todas as Grandes Regi\u00f5es, destacando as Regi\u00f5es Sul e Sudeste, onde mais da metade das pessoas com defici\u00eancia eram idosos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2023_07\/graficos_pnad_pcds-pessoas_distribuicao-final-final.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os diversos tipos dificuldades tamb\u00e9m variaram de intensidade conforme o grupo et\u00e1rio. Na inf\u00e2ncia, entre as crian\u00e7as de 2 a 9 anos de idade, nota-se que as maiores dificuldades estavam em se comunicar, para compreender e ser compreendido (1,3%) assim como para aprender, lembrar-se das coisas ou se concentrar (1,2%).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 40 e 49 anos, as dificuldades para enxergar (2,9%) se tornaram mais evidentes. Aos 50 anos aumenta o percentual de pessoas com defici\u00eancia nos diversos tipos de dificuldades. Entre 60 a 69 anos de idade, a maior preval\u00eancia foi da dificuldade para andar ou subir degraus (8,1%) que, por sua vez, teve o percentual ainda mais relevante para o grupo de 80 anos ou mais (33,5%).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2023_07\/graficos_pnad_pcds-dificuldades_funcionais-final-final.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Apenas uma em cada quatro pessoas com defici\u00eancia concluiu o Ensino B\u00e1sico Obrigat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de analfabetismo para as pessoas com defici\u00eancia foi de 19,5%, enquanto para as pessoas sem defici\u00eancia foi de 4,1%. A taxa de analfabetismo deste grupo tamb\u00e9m reflete as desigualdades regionais, sendo a mais alta no Nordeste (31,2%) e a mais baixa no Sul (12,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte das pessoas de 25 anos ou mais com defici\u00eancia n\u00e3o completaram a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica: 63,3% eram sem instru\u00e7\u00e3o ou com o fundamental incompleto e 11,1% tinham o fundamental completo ou m\u00e9dio incompleto. Para as pessoas sem defici\u00eancia, esses percentuais foram, respectivamente, de 29,9% e 12,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto apenas 25,6% das pessoas com defici\u00eancia tinham conclu\u00eddo pelo menos o Ensino M\u00e9dio, mais da metade das pessoas sem defici\u00eancia (57,3%) tinham esse n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de pessoas com n\u00edvel superior foi de 7,0% para as pessoas com defici\u00eancia e 20,9% para os sem defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2023_07\/graficos_pnad_pcds-ensino_basico-final-final.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Menos de 15% dos jovens de 18 a 24 anos com defici\u00eancia cursavam o N\u00edvel Superior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de escolariza\u00e7\u00e3o foi menor entre as pessoas com defici\u00eancia em todos os grupos et\u00e1rios. Das crian\u00e7as de 6 a 14 anos com defici\u00eancia, 95,1% frequentavam escola, abaixo dos 99,4% das sem defici\u00eancia. Entre os jovens de 15 a 17 anos, para os que tinham defici\u00eancia, a escolariza\u00e7\u00e3o foi de 84,6%, frente a 93,0% entre os sem defici\u00eancia. Para o grupo de 18 a 24 anos, a taxa foi de 24,3% e 31,8% para as pessoas com e sem defici\u00eancia, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A desigualdade \u00e9 ainda maior quando se acrescenta a quest\u00e3o do atraso escolar, observada por meio da taxa de frequ\u00eancia l\u00edquida ajustada, que considera a adequa\u00e7\u00e3o idade-etapa de ensino. Para o grupo 6 a 14 anos com defici\u00eancia, 89,3% frequentavam o Ensino Fundamental, contra 93,9% entre os sem defici\u00eancia. Pouco mais da metade (54,4%) dos jovens de 15 a 17 anos com defici\u00eancia frequentavam o Ensino M\u00e9dio, frente 70,3% dos jovens sem defici\u00eancia. No grupo de 18 a 24 anos, 14,3% dos jovens se defici\u00eancia estavam no Ensino Superior, contra 25,5% dos sem defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Lenzi, \u201cesse indicador \u00e9 muito importante para ajudar a entender por que muitas crian\u00e7as com defici\u00eancia est\u00e3o fora da escola. N\u00f3s temos, por exemplo, a Lei Brasileira de Inclus\u00e3o, que garante que toda a crian\u00e7a tenha recursos de acessibilidade para potencializar ao m\u00e1ximo o seu desenvolvimento e habilidades amenizando a barreiras. Ent\u00e3o, \u00e9 interessante investigar o que falta para dar oportunidade para essas crian\u00e7as e esses jovens\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apenas 29,2% das pessoas com defici\u00eancia estavam na for\u00e7a de trabalho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa analisou tamb\u00e9m o perfil das pessoas com defici\u00eancia a partir dos principais indicadores de mercado de trabalho. Em 2022, 5,1 milh\u00f5es de pessoas com defici\u00eancia estavam na for\u00e7a de trabalho e 12 milh\u00f5es estavam fora da for\u00e7a de trabalho no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de participa\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho entre as pessoas sem defici\u00eancia foi de 66,4% em 2022, j\u00e1 entre as pessoas com defici\u00eancia ela cai significativamente para 29,2%. A Regi\u00e3o Centro-Oeste registrou o maior percentual de pessoas com defici\u00eancia na for\u00e7a de trabalho (35,7%), com as Regi\u00f5es Norte (35,1%), Sul (29,6%), Sudeste (28,5%) e Nordeste (26,8%) a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p>A faixa et\u00e1ria das pessoas com defici\u00eancia com a maior taxa de participa\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho foi a de 30 a 49 anos (55,3%). O grupo de 14 a 29 anos (43,9%) superou o de 50 a 59 anos (42,6%). J\u00e1 os idosos (60 anos ou mais) a taxa foi de 10,2%. \u201cAs maiores diferen\u00e7as entre as taxas das pessoas com e sem defici\u00eancia aconteceram nos grupos de 30 a 49 e de 50 a 59 anos\u201d, destaca Lenzi.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mesmo com n\u00edvel superior, participa\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho continua muito desigual<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 18,9% das pessoas com defici\u00eancia sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto, estavam na for\u00e7a de trabalho, 29,1 p.p. abaixo do observado entre as pessoas sem defici\u00eancia. Entre as pessoas com n\u00edvel superior, a diferen\u00e7a foi parecida (29,5 p.p.), embora entre taxas mais elevadas: 54,7% para pessoas com defici\u00eancia e 84,2% para as sem defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara a popula\u00e7\u00e3o com defici\u00eancia, um n\u00edvel mais alto de instru\u00e7\u00e3o, como o n\u00edvel superior, por exemplo, n\u00e3o foi suficiente para reduzir a discrep\u00e2ncia de participa\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas sem defici\u00eancia\u201d, conclui a analista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De cada quatro pessoas com defici\u00eancia em idade de trabalhar, apenas uma estava ocupada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dos 99,3 milh\u00f5es de pessoas ocupadas no Brasil em 2022, 4,7% eram pessoas com defici\u00eancia. Entre as mulheres ocupadas, 5,4% tinham defici\u00eancia e, entre os homens, 4,1%. O Sudeste, apesar de ter o maior contingente de pessoas com defici\u00eancia ocupadas (1,8 milh\u00e3o de pessoas), foi a regi\u00e3o com a menor participa\u00e7\u00e3o (4,0%). Norte (5,8%) e Nordeste (5,7%) tiveram as participa\u00e7\u00f5es mais elevadas de pessoas com defici\u00eancia no total de ocupados.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o, percentual de pessoas ocupadas na popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar, foi de 26,6% para as pessoas com defici\u00eancia e de 60,7% para as pessoas sem defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se que, por cor ou ra\u00e7a, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia pretas (31,2%) foi mais alto do que para as pessoas pardas (27,4%) e brancas (24,4%). Foi para os brancos a maior disparidade entre os n\u00edveis de ocupa\u00e7\u00e3o das pessoas com e sem defici\u00eancia (38,2 p.p.).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar informa\u00e7\u00f5es a respeito dos n\u00edveis da ocupa\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia de acordo com o tipo de dificuldade funcional, as pessoas com dificuldade para realizar cuidados pessoais tinham o menor n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o, 3,8%. O maior se deu entre aqueles com dificuldade para enxergar, mesmo usando \u00f3culos ou lentes de contato (30,9%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>51,2% das pessoas com defici\u00eancia que tinham n\u00edvel superior estavam ocupadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A analista destaca: \u201cos dados mostraram que o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia foi sempre inferior ao das pessoas sem defici\u00eancia, ainda que no mesmo n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o com maior disparidade foi o sem instru\u00e7\u00e3o ou ensino fundamental incompleto (31,2 p.p.). Mesmo para o n\u00edvel superior, a diferen\u00e7a foi elevada, de 29,6 p.p. Ou seja, a escolariza\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi suficiente para equilibrar a sua situa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas sem defici\u00eancia no mercado de trabalho. \u201c\u00c9 interessante refletirmos sobre as causas que impediram que essas pessoas com grau elevado de escolaridade estivessem no mercado de trabalho\u201d, questiona a analista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2023_07\/graficos_pnad_pcds-pessoas_ocupadas-final-final.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Mais da metade (55,0%) dos ocupados com defici\u00eancia eram trabalhadores informais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por posi\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o, o maior percentual de pessoas ocupadas com defici\u00eancia foi como empregado no setor privado (35,4%) e conta-pr\u00f3pria (36,5%). Destaca-se a diferen\u00e7a acentuada entre os homens na condi\u00e7\u00e3o de conta-pr\u00f3pria com (41,9%) e sem (29,0%) defici\u00eancia. \u201cPercebemos com isso que a posi\u00e7\u00e3o de conta-pr\u00f3pria \u00e9 extremamente relevante para as pessoas com defici\u00eancia se inserirem no mercado de trabalho\u201d, pontua Lenzi.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres com defici\u00eancia como conta pr\u00f3pria foi de 31,0% e das mulheres sem defici\u00eancia foi de 20,4%. Para o sexo feminino, a participa\u00e7\u00e3o no trabalho dom\u00e9stico tamb\u00e9m foi mais alta entre as mulheres com defici\u00eancia (18,8%) do que entre as sem (12,2%).<\/p>\n\n\n\n<p>Mais da metade (55,0%) da popula\u00e7\u00e3o ocupada com defici\u00eancia estava na informalidade, enquanto para as pessoas sem defici\u00eancia o percentual foi de 38,7%, uma diferen\u00e7a de 16,3 p.p..<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rendimento do trabalho das pessoas com defici\u00eancia \u00e9 30% menor que a m\u00e9dia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O rendimento m\u00e9dio real habitualmente recebido por m\u00eas relativo ao trabalho principal das pessoas com defici\u00eancia foi de R$1.860, equivalente a 70% do rendimento m\u00e9dio para o total Brasil (R$ 2.652), enquanto o rendimento das pessoas sem defici\u00eancia era de R$ 2.690, 1,4% acima da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Os homens com defici\u00eancia (R$ 2.157) receberam cerca de 27% a menos que os homens sem defici\u00eancia (R$2.941). A diferen\u00e7a foi mais acentuada entre as mulheres com defici\u00eancia (R$1.553), que receberam aproximadamente 34% a menos do que as sem defici\u00eancia (R$ 2.347).<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a entre os rendimentos de homens e mulheres se acentua no grupo das pessoas com defici\u00eancia: R$ 604 a mais para os homens. Para as pessoas sem defici\u00eancia, a diferen\u00e7a \u00e9 de R$ 594 a mais para os homens. J\u00e1 as mulheres sem defici\u00eancia recebem, em m\u00e9dia, R$ 190 a mais do que os homens com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todos os grupamentos de atividade, os rendimentos das pessoas com defici\u00eancia eram inferiores aos das pessoas sem defici\u00eancia. As menores diferen\u00e7as percentuais de rendimento estavam em&nbsp;<em>Transporte, armazenagem e correio<\/em>&nbsp;(10,5%) e&nbsp;<em>Servi\u00e7o dom\u00e9stico<\/em>&nbsp;(12,6%). Nos setores com maiores rendimentos, como&nbsp;<em>Informa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e atividades financeiras, imobili\u00e1rias, profissionais e administrativas<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais<\/em>, as diferen\u00e7as entre os rendimentos das pessoas com e sem defici\u00eancia estiveram pr\u00f3ximas de 30%.<br><br>Fonte:&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/37317-pessoas-com-deficiencia-tem-menor-acesso-a-educacao-ao-trabalho-e-a-renda\">Ag\u00eancia de Not\u00edcias IBGE<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/centroeducanexus.com.br\/author\/admin\/\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o com defici\u00eancia no Brasil foi estimada em 18,6 milh\u00f5es de pessoas de 2 anos ou mais, o que corresponde a 8,9% da popula\u00e7\u00e3o dessa faixa et\u00e1ria. 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